28 de julho de 2010

Benefícios que as atividades físicas podem trazer.

Os benefícios são muitos, no tratamento da obesidade, as atividades físicas sempre serão um grande aliado, pois elas estão ligadas diretamente ao processo de emagrecimento, torna-se essencial realizar alguma atividade, seja aeróbica ou mesmo anaeróbica.

Podemos dividir os benefícios em três esferas, ou seja, esfera fisiológica, psicológica e social. Dos benefícios fisiológicos, pode-se citar que em curto prazo, a atividade física permite estabilizar a quantidade de glicose no sangue, estimulando ao mesmo tempo as quantidades de adrenalina e noradrenalina e também proporcionando uma melhora no sono. Em longo prazo, provoca uma melhora na função cardiovascular, no tônus muscular, na flexibilidade, procurando preservar e restabelecer a mobilidade das articulações no equilíbrio, na coordenação motora e na velocidade do movimento.

Dos benefícios psicológicos, pode-se destacar em curto prazo, que proporciona ao indivíduo praticante um relaxamento e conseqüentemente uma diminuição do estresse e da ansiedade, auxiliando na melhora do humor dos indivíduos praticantes. Em longo prazo, provoca um bem estar geral, acarretando melhora na saúde mental e auxiliando inclusive no tratamento da depressão.

Dos benefícios sociais, em curto prazo, pode-se mencionar a socialização e a integração desses indivíduos a grupos sociais, e em longo prazo, por essa socialização a formação de novas amizades e companheirismos, além da ampliação das relações sociais. Analisando as três esferas citadas, verifica-se que a obesidade, causa justamente o efeito inverso.

Quando se está obeso mórbido, muitas vezes, é difícil fazer exercícios físicos, pois as articulações podem estar comprometidas, por causa do excesso de peso. A obesidade causa um ciclo vicioso, ou seja, como perder peso, se os exercícios podem “comprometer” a saúde do indivíduo também? Por isso que o estimulo da cirurgia, torna-se importante neste momento, pois a redução de peso no início é bastante significativa, e colocará o indivíduo numa condição melhor para a prática esportiva.

Obesidade Mórbida

A obesidade mórbida ocorre, quando o peso de uma pessoa ultrapassa, o valor 40 no índice de massa corporal gorda - (IMC). Para entender como se chega a este índice, basta pegar o peso e dividí-lo pela altura ao quadrado.

Fórmula: IMC =peso / (altura)².

De acordo com o National Institutes of Health (NIH)" - Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, um aumento de 20% ou mais acima de seu peso corporal ideal significa que o excesso de peso tornou-se um risco à saúde.

Os problemas causados pela obesidade são:

Desenvolver Diabetes Mellitus tipo II; Dislipidemias; DA [Doença Arterial, cuja mais comum é a Coronariana(DAC)], com risco de desenvolver para IAM(Infarto Agudo do Miocárdio), ou AVE(Acidente Vascular Encefálico) isquêmico; Trombose Venosa com isquemia e necrose pricipalmente de partes distais do corpo, como pés; Hipertensão Arterial; Problemas Articulares (Joelhos e Coluna Lombar); e Depressão.

O tratamento mais eficaz, e indicado nos últimos anos para a obesidade mórbida, é a gastroplastia, também conhecida como cirurgia bariátrica (do grego “ baris”,que quer dizer pesado , difícil e “iatrus” que é relativo ao médico).

A obesidade é um problema grave, e de difícil controle em praticamente todas as sociedades modernas. Muitas explicações, baseadas em um grande número de trabalhos científicos, são encontradas em uma vasta gama de publicações médicas, bem como em publicações leigas.

A origem genética vem sendo muito investigada e, de fato, parece ter papel relevante neste complexo mecanismo que resulta em última análise, na tendência e manutenção da obesidade. Entretanto uma pergunta ficará sem resposta, principalmente para os que viveram nos anos 60 e 70: onde estavam os obesos naqueles anos?

Mudamos nossa arquitetura genética nestes 30 anos? Definitivamente não. Mas o que houve então? Abaixo uma pista.

A Criação nos proporcionou o mais eficiente sistema de transformação energética conhecido: O sistema digestório, formado por um reservatório de grande capacidade (estômago), uma superfície altamente eficiente de absorção (intestino) e um conjunto acessório de processamento (fígado e pâncreas). Este sistema foi de importância fundamental no início de nossa caminhada neste planeta, quando precisávamos caçar para obter alimento, enchíamos o nosso reservatório até o máximo, para suportarmos um imprevisível intervalo de tempo até a próxima refeição. Com o passar dos anos, o desenvolvimento tecnológico paulatinamente nos permitiu organizar, cultivar, industrializar e armazenar alimentos, proporcionando alimentação de acordo com nossa vontade. No entanto o nosso sistema eficiente de absorção continuou inalterado. Some-se a isto a grande disponibilidade de alimentos extremamente calóricos nos últimos anos e ainda, transporte motorizado, sedentarismo, principalmente na infância e teremos a mistura de fatores que culminou nesta verdadeira epidemia de obesidade.

O conjunto de fatores citados acima, não exclui o fator genético de maneira alguma, inclusive porque, os nossos genes, necessitam da interação com fatores externos para sua expressão, isto é, quando seus genes determinam um conjunto de características anatômicas e funcionais que resultem em obesidade, será preciso a ação de um fator externo para interação (a comida). Nos países em que a fome é predominante, certamente existem indivíduos potencialmente obesos geneticamente falando, entretanto a impossibilidade de acesso à alimentação adequada impede a expressão da obesidade em seus organismos.

Até o presente momento, a cirurgia bariátrica é o único tratamento eficaz para a obesidade mórbida, sendo suas técnicas, puramente baseadas em adaptação digestiva. Atuamos na adaptação do reservatório (cirurgias de restrição gástrica) e da absorção (cirurgias de desvio intestinal), na tentativa de adequação do sistema digestório à nova realidade, obtendo assim o desejado resultado do emagrecimento.

DR. ANTONIO CLÁUDIO JAMEL COELHO.
CRM-RJ 52.45926-0.

21 de julho de 2010

Receitas: Faça a Ração Humana em casa.


A mistura tem 12 cereais integrais e foi criada pela terapeuta natural Lica Takagui, com aval do nutricionista Daniel Boarim. A ração ajuda a manter uma dieta equilibrada porque adiciona muitas fribras, vitaminas e outros nutrientes vitais para o organismo. A ração deve ser combinada com uma dieta sem excessos. Assim, ajuda no controle do colesterol ruim e reduz riscos de doenças cardiovasculares.

Para tomar de manhã:

2 xícs. de fibra de trigo
1 xíc. de extrato de soja
¹/² xíc. de açúcar mascavo
1 xíc. (chá) de aveia em flocos
¹/² xíc. de gergelim com casca
¹/² xíc. de gérmen de trigo
50 g de gelatina sem sabor
2 cols. (sopa) guaraná em pó
2 cols. (sopa) de levedo de cerveja
2 cols. (sopa) cacau em pó
¹/² xíc. de quinua em flocos

Para tomar a noite:

2 xícs. de fibra de trigo
1 xíc. de extrato de soja
¹/² xíc. de linhaça marrom (ou dourada)
10 cols. (sopa) de farinha de maracujá
1 xíc. (chá) de aveia em flocos
¹/² xíc. de gergelim com casca
¹/² xíc. de gérmen de trigo
50 g de gelatina sem sabor
2 cols. (sopa) de levedo de cerveja
¹/² xíc. de quinua em flocos

Como preparar a ração:

Misture todos os ingredientes a seco. As duas versões da ração humana, (matutina e noturna), devem ser guardadas na geladeira, em um pote de vidro bem fechado, para evitar o surgimento de fungos. Assim, a mistura pode durar até três meses.


Dica: A ração humana deve ser armazenada na geladeira, em um pote bem fechado e de preferência escuro, pois a luminosidade pode fazer com que os nutrientes da mistura se percam.

Obs. Procure consumir até 2 cols. (sopa) ao dia da ração, sempre acompanhando sucos, leites ou alimentos pastosos, como iogurtes ou frutas amassadas. Evite comer a ração com alimentos sólidos, (isso pode provocar gases).

O poder dos ingredientes da Ração Humana:

- Fibra de trigo - Combate a anemia;
- Extrato de soja - Ameniza os sintomas da menopausa;
- Farelo de aveia - Ajuda a reduzir o colesterol;
- Cacau em pó - Dá prazer e tira a vontade de comer doce;
- Aveia em flocos - Ideal para regular o intestino;
- Gergelim com casca - Reduz efeitos do estresse;
- Gérmen de trigo - Aumenta a imunidade do corpo;
- Gelatina sem sabor - Melhora a tonificação muscular e combate a flacidez;
- Guaraná em pó - Aumenta as defesas do sistema nervoso;
- Levedo de cerveja - Acelera o metabolismo e facilita o emagrecimento;
- Linhaça marrom - Reduz dores reumáticas, musculares e articulares;
- Açúcar mascavo - Dá mais energia para fazer exercícios físicos;
- Quinua em flocos - Serve para aumentar as fibras musculares;
- Farinha de maracujá - Atua no corpo bloqueando a absorção de gorduras.


*** Post reproduzido do blog http://bubydiet.blogspot.com/

12 de julho de 2010

Parte 38 - Conquistas para entrar na história.

Pico das Agulhas Negras



Fotos do Maciço das Prateleiras



As imagens mostram tudo, foi incrível, uma satisfação enorme superar mais uma vez os meus limites. Essas experiências de montanhismo, no qual tenho reunido não só pessoas que gostam de aventura, mas também ex-obesos, tem me deixado cada ves mais entusiasmado. Imagine só! Estive na maior montanhha do Rio de Janeiro, no Poco das Agulhas Negras, que é o sétimo do Brasil em altitude, e enfrentei - 3°C de frio! Estive também no Maciço das Prateleiras, que se não me engano, está inserido também, em um das maiores montanhas do Brasil

Senti muita fome, sede, cansaço e os efeitos da altitude, mas nada que uma boa dose de adrenalina não resolvesse.

Querem saber de uma coisa? Vale muito o esforço! Me sinto forte em poder fazer uma aventura dessas.

Viva la vida!

6 de julho de 2010

Parte 37 - O Churrasco.


No passado, participar de churrascos, era uma alegria, pois sempre havia fartura de comida e bebida. Atualmente, é raro eu promover churrascos, mas não deixo de particpar dos que eu sou convidado.

Falar de churrasco é uma coisa legal, não temos como fugir deles, pois festividades, geralmente, acompanham as guloseimas, e a famosa picanha, que nos tempos da obesidade, era o meu motivo principal de ir a um churrasco.

Atualmente, com a vida pós cirurgia, eu penso bem diferente, eu procuro pensar mais na parte social, que é fundamental em nossas vidas, e fator importante na parte psicológica. Eu não abandonei a minha vida social, pelo contrário, acho que ela melhorou muito depois do meu processo de reeducação alimentar.

O que eu faço agora, é dar mais enfoque justamente ao lado social, pois se eu sou convidado para um churrasco, eu tento agir como qualquer pessoa normal, faço a minha refeição e ponto final, eu não fico mais "beliscando" o tempo todo.

Por outro lado, temos que ter consciência, que a vida de um gastroplastizado será diferente para sempre. Em algumas festividades, não há como comer tudo o que aparece pela frente, a escolha dos alimentos mais saudáveis, é extremamente importante, vejam por exemplo o meu último final de semana. Eu fui num churrasco promovido pelo irmão da minha namorada, e dei preferência em comer a carne sem gordura, pois ela é importante para a absorção de ferro, e proteínas no meu organismo. Eu provei muito pouco da linguiça, e do pão de alho, pois não acrescentam muita coisa ao nosso organismo.

Portanto, se você for convidado para um churrasco, não tenha medo ou qualquer receio, basta você fazer o seu prato, sentar-se à mesa, fazer a sua refeição sem pressa e procurar não beliscar durante o churrasco, se conseguir fazer isso na boa, rola até uma sobremesa depois de meia hora.

Saudações.

1 de julho de 2010

Reportagem: A síndrome do fofão.


Quando as dobrinhas das crianças são perigosas.

Foi-se o tempo em que a aparência rechonchuda e as dobrinhas exageradas dos bebês despertavam simpatia e vendiam saúde. Nas últimas três décadas, a obesidade infantil triplicou no país, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria. Só entre 2003 e 2008, o número de crianças com menos de cinco anos com sobrepeso cresceu quase 50%, de acordo com dados do Ministério da Saúde. "Trata-se de uma tendência mundial, e o Brasil a está acompanhando. Se não forem tomadas medidas de saúde pública, a situação só vai piorar", afirma Roberto Costa, diretor-científico do Centro de Estudos Sanny e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

As medidas pedidas pelo especialista para enfrentar o problema começam dentro de casa. Os pais devem zelar pelo cardápio adequado. A má alimentação provoca não só problemas para o dia a dia das crianças como também pode antecipar em até 20 anos complicações de saúde da fase adulta. Os problemas mais comuns são dermatológicos, ortopédicos, respiratórios e principalmente cardiovasculares.


Segundo estudo citado pelo Manual de Obesidade na Infância e Adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria, até 60% das meninas que sofriam de sobrepeso entre os cinco e os 12 anos se tornaram mulheres obesas entre os 30 e os 39. Por isso, atualmente os especialistas lutam para que a dieta das crianças gordinhas sofra alterações, com o objetivo de evitar alterações metabólicas e reduzir o risco de doenças futuras. "O diagnóstico precoce e a participação da família nesse processo são fundamentais", afirma Roseli Sarni, presidente do departamento de nutrologia da Sociedade Brasileira da Pediatria.

Quando se preocupar.

O momento mais propício para que a criança adquira hábitos alimentares perigosos ocorre após os dois anos de idade, quando ela começa a compartilhar das refeições da família. "É na fase pré-escolar que a criança passa a ter mais autonomia, a andar, comer sozinha e a se interessar por novas coisas: então, ela passa a desenvolver a seletividade e a rejeitar alguns alimentos", lembra Mauro Fisberg, pediatra e nutrólogo da Unifesp. "Por isso, um bom modelo familiar é fundamental, pois ele vai determinar o padrão de alimentação da criança". Saiba como promover hábitos alimentares saudáveis nas crianças e também como o comportamento dos pais define a qualidade do cardápio delas.

Outro fator importante está ligado ao desenvolvimento. A partir dos dois anos, o ritmo de crescimento da criança diminui bastante. "Ela passa, então, a se alimentar em menor quantidade. As mães, no entanto, acham que ela não está crescendo adequadamente e passam a oferecer mais e mais alimentos", diz José Spolidoro, presidente da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE). Some-se a isso o fato de que é justamente nessa fase que o número de consultas ao pediatra diminui - uma vez que as doenças típicas dos dois primeiros anos desaparecem. Por isso, os especialistas recomendam duas visitas ao médico ao ano, para a prevenção da obesidade.

Do Sofá para a Nutrição.

Bolachas, salgadinhos e principalmente frituras faziam parte do cardápio de Camila Keiko - que passava os dias diante da TV ou do computador acompanhada das guloseimas. Não demorou muito para que os reflexos da dieta nada saudável aparecessem na vida da menina: os exames apontaram taxas elevadas de colesterol. "Ela comia diariamente tudo o que fazia mal à saúde: era uma fritura por refeição", lembra a dona de casa Mitsue Cozoba, mãe de Camila. (Confira o valor nutricional de itens do cardápio infantil e ainda a importância das vitaminas para as crianças)

Diante do problema, a menina teve de alterar completamente sua rotina. Trocou as tardes sedentárias pela natação, e passou a comer frituras só nos finais de semana. "A vaidade dela falou mais alto: a barriguinha saliente impedia que ela vestisse algumas roupas", conta Mitsue. Não foi fácil empreender a mudança até o fim. "No início, ela pensou em desistir. Aparecia chorando, pedindo uma bolacha. Eu comprava e deixava guardada, escondida. Quando a vontade dela era muito grande, eu dava um pedacinho e falava que faltava pouco para chegar o fim de semana", conta a mãe.


Mitsue passou a preparar carnes grelhadas e a escolher com mais cuidado os itens do lanche que Camila leva para a escola. "Por ser uma criança, eu não podia obrigá-la a fazer uma dieta radical, cortando tudo de que uma criança gosta", afirma.


Hoje, aos nove anos, Camila mede 1,38m e pesa 37,5 quilos - mesmo valor que ela apresentava aos seis anos. Segundo Márcia Sanae Kodaira, coordenadora do pronto atendimento infantil do Hospital Santa Catarina, graças à reeducação alimentar, a menina já saiu do limite da obesidade, passando para o do sobrepeso - situação significativamente melhor. "O importante daqui para a frente é seguir com uma dieta saudável", diz Kodaira.

Revista Veja

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